Apresentação da Matemática teórica: um estímulo para o aprendizado

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É muito comum em ambiente escolar a Matemática ser apontada como a matéria mais difícil pelos alunos. Ou mesmo a que mais odeiam. É recorrente também que isso se dê devido ao grande distanciamento que os alunos sentem do seu cotidiano em relação a disciplina. Como pode-se então diminuir essa lacuna? Apresentar mais a teoria da própria origem dos cálculos e da mesma pode colaborar.

“Você provavelmente acha as imagens alienígenas e estranhas, muito distantes do simbolismo algébrico que a palavra “matemática” evoca. Os matemáticos são forçados a recorrer aos símbolos e às imagens gráficas para descrever o seu mundo – mesmo entre si. Mas os símbolos são este mundo tanto quanto a notação musical é música”
(Os números da Natureza – Ian Stewart)

Apenas com a reprodução de cálculos em si, o aluno pode tender a ver a matéria como algo puramente mecânico, processo que se torna maçante. Eles são sim essenciais para o aprendizado, mas sozinhos acaba-se não contextualizando bem os porquês afinal de ele precisar assimilar aquilo.

Matemática é a grande Ciência da padronização, e ela não se restringe a simples contagens ou análise de eventos irreais, como muitos usados em problemas matemáticos (quem nunca teve um “Joãozinho comprou 976 melancias e 300 rabanetes” por exemplo, na aula de álgebra?).

Ela engloba mais, bem mais. Pode trazer uma nova percepção para a observação do céu noturno, por ela, sabe-se que as estrelas apresentam movimento circular no céu. Nos animais pode-se reconhecer padrões de listras ou manchas. Olhando a Lua no inverno, pode-se ver um halo ao seu redor. Entre outros tantos fenômenos que podem ser sublimes sob um olhar mais aperfeiçoado criticamente.

Como pode ser apresentada então essa outra faceta da Matemática?

Livros de divulgação científica podem ser ricas fontes de como apresentá-la de forma mais atrativa, por exemplo. Muitos autores, como Ian Stewart ou Edward Frenkel dedicaram-se a mostrar essa perspectiva. Eles podem ser apresentados aos alunos, como leitura complementar para o estudo da matéria. Mesmo capítulos específicos podem ser cobrados em avaliações. Ou em vista menor cobrança, mesmo escrever citações no quadro ou slide para início da aula pode fazer muita difierença.

Quem sabe diminuindo os preconceitos e abrindo a percepção para a Matemática mais teórica não possamos trazer um maior estímulo para o estudo dela? Ou até mesmo identificar mais futuros promissores matemáticos pelas escolas?

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