Aprovação de todos os alunos é o melhor investimento?

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Devido ao nosso precário cenário social, muitas medidas de inclusão são e muito bem-vindas para erradicar desigualdades em nossa população. No caso da educação, vemos um crescimento de debates relacionados aos métodos de avaliação estudantis vigentes. Mas bastaria então a boa intenção para ser considerada uma medida aplicável? A aprovação em si garante a boa formação dos alunos?

Falando em estatísticas…

Em dados divulgados em 2013, cerca de 9% dos custos com a educação básica brasileira são relacionados com os alunos em reprovação. São então milhares de reais utilizados nesse investimento, financeiramente e (muito) superficialmente. E pode ser interessante fazer uma simples redução desses 9% pulando essa etapa de recuperação para aprovar automaticamente. Teremos então estatísticas educacionais mais atraentes e diminuição de gastos. Mas, é isso o importante para o povo ou apenas um instrumento de marketing para um punhado de governantes?

E a qualificação do estudante?

Aprofundando que a educação escolar transmite a estrutura da formação acadêmica inicial, o que faz um aluno que não dominou matérias básicas? Como ele poderá estar suficientemente preparado para o ensino médio, onde o nível de dificuldade será mais avançado, sem mencionar as posteriores etapas como vestibular ou graduação e adiante? E quanto ao mercado de trabalho, não teríamos também um caso de redução de oportunidades nele?

É refletindo nas necessidades dos próprios alunos que devemos ter muita cautela quanto aos investimentos realizados em educação. Muitas medidas “tapa-buraco” podem ser propostas. E mesmo parecer bem convenientes a princípio! Mas temos a necessidade de medidas mais sólidas. Precisa-se objetivar a formação de um cidadão apto a utilizar suas habilidades no meio acadêmico.

Um dos maiores investimentos que uma sociedade pode fazer é em educação. Profissionais e estudiosos bem qualificados em diversas áreas podem nos trazer a altos níveis evolutivos. Precisamos de salas de aula bem pintadas e arejadas, boa remuneração aos nossos professores, instalações científicas como laboratórios, quadras esportivas…E mesmo métodos de avaliação mais eficientes! Mas que seja analisado primeiro qual a necessidade dos estudantes e não o número mais bonito em um outdoor eleitoral.

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