Educação na primeira infância

Educação na primeira infância

Educação na primeira infância

Ao se trabalhar com educação na primeira infância, precisamos ter em mente que as crianças são seres singulares. E que devemos tentar fazer parte de seu desenvolvimento sem que ela deixe de ser livre, ser criança, incentivando a explorar e a aprender.

As crianças em seu processo de amadurecer sofrem influência da família e companhias próximas, da comunidade em que estão inseridas, da vizinhança onde vivem e da escola.

Tal processo pode ser dividido em quatro áreas. Nessas áreas o desenvolvimento físico, emocional e biológico estão ligados aos longo da vida do aprendiz.

Em cada fase do crescimento, podemos descrever e analisar as seguintes áreas: cognitiva (habilidades do pensamento), física, social (ou emocional) e linguística.

Os bebês logo nos primeiros contatos com o mundo, deve aprender a pensar, ou seja, saber usar as possibilidades da mente. Com o tempo, seus músculos tendem a ficar mais firmes e o controle mais simples do corpo é aprendido, começando a se preparar para sentar, andar e correr.

Na época de aprender a andar, em sua fase social, a criança pode brincar sem ter que necessariamente interagir com outros indivíduos. Podemos chamar de interação paralela.

Já na idade pré-escolar, o pensamento lógico começa a se ampliar e perguntas mais complexas começam a surgir. Também nessa fase eles gostam de atuar, imitar um adulto que o interesse, um personagem, e buscam parabenizações por suas habilidades e talentos.

Toda aprendizagem da criança é naturalmente guiada pela brincadeira. Quando uma criança joga, ela descobre o mundo ao seu redor, cria elementos da sua imaginação, improvisa papéis para compreender uma outra perspectiva, pratica habilidades sociais (tenta, por exemplo, testar os limites impostos por regras) e desafia a mente com pensamento e os estímulos do ambiente.

A figura do professor deve ser inserida nos processos que acontecem naturalmente de forma a não estragar o potencial da brincadeira. Deve se entender como um coordenador, sem ficar exageradamente preocupado com o tempo de duração ou os objetivos previamente estabelecidos.

É importante lembrar que a criança e suas brincadeira não têm limites, não têm regras e assim devem continuar, sendo a interferência mínima e com resultados positivos.

As crianças também aprendem convivendo com pessoas. O primeiro grupo que tem uma maior influência é a família. Influencia com valores, crenças, regras e forma o sentimento de ‘self’.

O segundo grupo é formado pelos amigos e/ou outras crianças. Na interação com eles, a criança se molda para ser aceito.

Já o terceiro grupo é formado pelos outros adultos da sociedade. Desse grupo, a criança busca aceitação, incorpora a cultura, a diversidade. Em qualquer dos casos, a criança precisa ficar exposta a atitudes positivas que podem modelar seu caráter, por exemplo.

O professor deve ser um guia para não interferir de forma negativa na singularidade da infância. E antes de tudo, tal singularidade deve ser celebrada.

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