O drama das provas de recuperação e das reprovações

Para quem é professor, a rotina ao fim do ano é a mesma: correção de provas finais e de recuperação e divulgação de lista de reprovados. Para quem é aluno, tentar reverter um ano de despreocupação e se safar de uma reprovação ao fim do ano pode ser muito difícil ou até mesmo cansativo/não valer a pena. Para muitos pais, ir para a recuperação já é um grave problema – imagine então a reprovação. Em todos os casos, a reprovação e as provas finais são garantias de que o aluno realmente aprendeu?

As dificuldades encontradas por diversos tipos de aluno são visualizadas ao longo do ano letivo por professores, alunos ou pais. E deveriam ser corrigidas – em um ambiente perfeito. Logo, em um ambiente perfeito, as dúvidas seriam solucionadas porque há preocupação com a aprendizagem do aluno e não existiriam reprovações, quem sabe até as recuperações tornariam-se escassas. Mas, em vias práticas, não é bem assim. A interligação do interesse ao estudo geralmente é fraca em algum dos pontos aluno – professor – pais, o que faz com que aconteçam os problemas mais do que frequentes no ensino fundamental e ensino médio.

Esses problemas podem acontecer desde um simples problema familiar, tal como uma doença, momento familiar difícil, que prejudique a concentração do aluno até os problemas dos professores, que por algum motivo deixam de se preocupar com seus alunos e realizam de forma despreocupada a perpetuação do conhecimento. O resultado disso as são notas ruins. E notas ruins ocasionam provas de recuperação, as quais provocam provas finais, que, em último caso, causam a reprovação. Um efeito dominó que é presenciado por muitos estudantes pelo Brasil, os quais se veem obrigados a rever (de forma até forçada) o mesmo conteúdo de um ano passado

.reprovado

Nesse contexto, resta uma interrogação nos ambientes estudantis: a recuperação seria uma forma de “falso atalho” para uma assimilação do conhecimento? Sabendo do fato que muitos dos alunos que fazem recuperações conseguem ser aprovados, elas seriam importantes para não prejudicar a ordem etária das séries de crianças, mas poderiam ser ineficientes no sentido de proporcionar uma forma deficitária de aprendizagem, como uma “decoreba” para uma prova, ou ainda com um trabalho, o que prejudicaria o aluno em um momento posterior, como em um exame de vestibular.

Nessa difícil questão, pais e professores precisam unir forças para solucionar o problema da melhor forma possível. O incentivo do professor, juntamente com a preocupação dos pais sobre a situação dos filhos na escola devem ser precocemente pensados, já que a integração escola – família é muito importante no desenvolvimento da aprendizagem – principalmente nos primeiros anos de escola. Em casos de recuperação, é importante entender porque o aluno não foi bem naquele momento e se aquilo está tornando-se algo contínuo e pode levá-lo para uma reprovação. Essa última deve ser evitada, pois é a última solução – e a mais drástica – para alunos e professores. Para isso, o interesse dos pais e de alunos devem ser presentes e visíveis em atitudes corretas para com a escola e na vida familiar, possibilitando a aprendizagem e uma correta faixa etária para o aluno.

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