Pequenos serviços na escola como proposta pedagógica e renda extra

Pequenos serviços na escola como proposta pedagógica e renda extra

É muito comum em ambientes escolares públicos permearem dificuldades para a manutenção do local. Ou ainda, profissionais dessas instituições se verem carregados de funções fora daquelas para as quais foram designados em seus cargos. Mesmo que por iniciativa própria, visando o bem-comum do local. Outro lado ainda, o quanto é comum alunos saírem das escolas com uma imensa falta de preparo para o mercado de trabalho, mesmo quando se tratam de empregos com funções simples. E mesmo ainda, aqueles que acabam tendo seu desempenho acadêmico dificultado por dificuldades financeiras (e como há esse!).
Mas o que todo esse quadro pode ter em comum com uma possível solução? A proposta é que os estudantes possam participar da manutenção por meio de pequenos serviços na escola. E em troca receber uma taxa para tal, como incentivo. Confira a ideia!

O aluno e a escola pública brasileira

Pergunte a um professor qual seria o maior desafio em sala de aula. Quantos dariam como resposta a falta de disciplina? Mesmo em últimos anos do Ensino Médio, quando falta tão pouco para o estudante deixar os muros escolares, isso é recorrente. Em breve a maioria irá encarar responsabilidades muito ampliadas em relação ao que tiveram até ali. Seja em empregos, cursos técnicos ou faculdades, a falta de preparação encontrada no Ensino Médio terá um direto impacto nas etapas posteriores.

Muitas vezes a visão do estudante em relação à escola é de descaso.Para ele é um lugar para o qual é obrigado a ir, muitas vezes sem nem entender realmente o porquê. A circunstância não justifica grosserias, ou desrespeito com o professor ou com as regras da instituição. Mas há também o que pode ser feito a fim de auxiliar a reduzir essa divergência de interesses. A escola quer alunos mais preparados, e os estudantes mal podem esperar para sair dela – independente de como eles estejam.

Redução de desigualdade social e evasão escolar

A desigualdade social ainda é um grande precursor da evasão escolar

Até 1930, a Educação escolar era restrita às elites. Apenas aqueles com boas condições financeiras tinham acesso a ela. Hoje temos todo um sistema público de ensino básico e superior. Porém, ainda assim aqueles que não tem tanto poder aquisitivo enfrentam uma série de dificuldades para se manter estudando. Muitas vezes ainda hoje optam por deixar a escola a fim de buscar empregos e contornar as dificuldades financeiras. Aqueles que conhecem mais à fundo o mercado de trabalho sabem que isso representará um desafio muito grande em breve.
A proposta do aluno elaborar pequenos serviços na escola é uma alternativa a esse quadro. Ele pode ser remunerado por trabalhos simples como auxiliar na organização da biblioteca, oferecer um aulão de reforço em alguma disciplina, organizar documentos, entre outros serviços apropriados à sua idade. Assim é uma chance dele associar a escola a um motivo a mais para se manter nela. Pois então a continuidade nos estudos seria um pré-requisito para se manter nesses pequenos trabalhos.

Aspecto essencial: fiscalização!

Importantíssimo ressaltar que as atividades devem ser fiscalizadas. Receber a remuneração por um trbalho que foi mal realizado ou o feito com baixíssimo desempenho acabaria por trazer resultados contrários do objetivo do projeto. O estudante entenderia como um trabalho cômodo e não estaria aprendendo a se adaptar às exigências que enfrentará no mercado de trabalho. Para tal, podem ser realizados relatórios por parte do estudante. Ou fichas de frequência podem ser assinados por responsáveis da coordenação pedagógica ou do setor onde o estudante trabalharia – uma vez que o trabalho fosse bem executado.
A instituição também deveria ser fiscalizada, a fim de que não fossem cometidos abusos, exigindo dos alunos trabalhos inadequados a sua faixa etária.

É claro que para o seu pleno funcionamento, é requerido grande empenho. Tanto por parte do aluno interessado e a equipe escolar, que irá realizar um papel de supervisão do trabalho. Mas assim são feitas as grandes mudanças para melhor produtividade. O mesmo que tantos almejam para nossa Educação.

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