Por que abordar a geração alternativa de energia nas escolas?

Por que abordar a geração alternativa de energia nas escolas?

Quando falamos em consumo de energia, para a maior parte da população ainda existe a associação geração alternativa de energiadireta com a gerada por hidrelétricas. O que não deixa de ser natural, pois as últimas gerações brasileiras cresceram em uma cultura voltada à ela. Recentemente começamos a ouvir falar em sistemas de geração alternativa de energia e, felizmente para o desenvolvimento da humanidade, muito está sendo falado e investido em relação a eles.
Mas, por que ainda não encontramos com tanta facilidade esse tipo de geradores ao redor do Brasil? O debate sobre esse tema nas escolas pode ser um grande catalisador para que não demore muito a vermos um novo padrão, mais sustentável e mesmo economicamente mais favorável para a maior parte da população!

 

Mas por que buscar o alternativo?

Dentro do ambiente escolar ocorre uma série de debates acercas de temas mais pertinentes para a formação de cidadãos mais conscientes (ou, ao menos, é essa a proposta). E a questão energética influencia diretamente e indiretamente a qualidade de vida geral do povo. Abordar a geração alternativa de energia é procurar aprimorar aquilo que já temos atualmente no âmbito energético e seus consequentes impactos.

Exemplificando…

Painéis fotovoltaicos

Painéis fotovoltaicos são grandes alternativas para padrões atuais

Apenas em um simples exemplo: imaginemos uma família de classe baixa que pudesse ter uma significativa redução em sua conta de luz. Essa independência poderia proporcionar uma série de investimentos na estrutura do próprio local, ou em saúde, Educação, entre muitas diferentes áreas antes mais negligenciadas por questão do baixo poder aquisitivo. Ou uma redução em instituições públicas. Com uma diminuição desses gastos, ocorreria uma necessidade menor de arrecadação de verba da população (ou assim deveria funcionar, ao menos). Indo além da esfera econômica, o ecossistema poderia ser explorado com menos danos. Entre muitas vantagens do uso de geradores alternativos de energia! De muitas formas, abordando esse tema em salas de aula, os estudantes – e porque não o resto da população – poderia ser beneficiada por essa prática.

Por qual começar?

À primeira ideia, é comum que o sistema alternativo de geração de energia seja diretamente o fotovoltaico. Um método muito eficaz, de geração limpa, e que tem encontrado altos investimentos em sua tecnologia ao redor do mundo. Um porém é que no mercado brasileiro, o custo para a instalação desse sistema ainda pode ser ainda fora do alcance para muitas famílias. É um mercado que ainda está passando pelo processo de aumento de concorrência e mercado consumidor. Pode ser que para muitas famílias, contar com a instalação promovida por uma empresa leve mais algum tempinho para caber em seus orçamentos. Mas há ainda diversos tipos a serem explorados! E justamente essa pesquisa é o maior foco em abordar o tema nas instituições de ensino.

Muito além da dependência de empresas

Para estudar os diversos tipos de geradores, pode ser uma rica experiência elaborar protótipos de diversos tipos existentes. Essa seria uma forma de entender de forma mais detalhada os diferentes funcionamentos. O que consequentemente facilitaria o entendimento das múltiplas possíveis aplicações. Porém um comum quadro com que nos deparamos nas escolas é uma escassez de recursos para ensino. Sendo assim, dois grandes tópicos podem ainda ser explorados. Um deles: a elaboração de protótipos com materiais de baixo custo, como encontrados em ferros velhos. Outro é a abordagem mais teórica, explicando os diferentes casos. Para estudantes de escolas públicas, abordar como esses geradores de energia podem estar ao alcance deles pode ser um grande divisor de águas em seus interesses.

Estabelecendo o contato!

Como começar a abordagem desse tema? Deve ser considerado um público que está em contatos iniciais com a geração de energia. Então, o recomendado é ser feita em uma linguagem o mais acessível possível. Pode-se iniciar trabalhando mesmo com a questão: “O que é Energia?”. Para então aplicar esses conceitos aos diferentes tipos de geração. E porque os variados geradores chegam à mesma forma de energia que usamos em nossas casas. Feito esse link, pode-se então partir para explorar mais o tema à partir do segmento escolhido!

Geradores de baixo custo
geradores de energia

Em canais como o Marlon Nardi, no Youtube, é mostrado como construir geradores de energia passo-a-passo

São facilmente encontrados na internet tutoriais ensinando a elaborar geradores caseiros com materiais de baixo custo.
Um exemplo é o canal do Youtube Marlon Nardi. Em um de seus vídeos, é ensinado a construir um painel fotovoltaico com materiais simples como papelão, leds e capacitores.
Esse pode ser um grande passo para o aprendizado dos estudantes! Entenderão com maior clareza os conceitos científicos envolvidos no funcionamento em si do gerador. Mas também que eles mesmos podem ser agentes transformadores na melhoria da qualidade de vida em seus lares. E quem sabe, o de muitos outros também?

Por outro lado ainda…

Pode ser que o caso de elaboração citado anteriormente – de geradores de energia de baixo custo – ainda esteja fora do alcance de aplicação em certas escolas. E então, há a opção de uma abordagem mais teórica. Podem ser trabalhados conceitos como Energia em si, Eletricidade, sustentabilidade, Matemática financeira (analisando como seria um investimento nesses geradores e impacto econômico), Modelagem matemática (elaborando um modelo com base nas quantificações existentes na criação de um gerador), regiões do globo (ou Brasil!) mais favoráveis a determinados tipos de geradores, entre outros! Basta pesquisar sobre o tema e colher as informações coerentes com o segmento escolhido. Ele é amplo e sem dúvida se enquadra em muitas diferentes áreas!

Estudar a geração de energia: um investimento!

Em qualquer direcionamento escolhido, a geração de energia é um conteúdo coerente a ser abordado em salas de aula. Há grandes investimentos concretos sendo realizados, e instalações já feitas em larga escala que fugiram das fronteiras de hidrelétricas ou energia nuclear. Só um exemplo é a da megausina solar localizada no Marrocos, que pretende realizar grandes exportações para a Europa. Quem sabe com esse tipo de geração sendo abordado em salas de aula, não há um investimento em cidadãos mais preparados para lidar com essa tecnologia? E, consequentemente, mais aptos a revolucionar áreas de grande potencial de melhoria de qualidade de vida em geral.

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