Quase 9% da população acima de 15 anos é analfabeta

O problema do analfabetismo no Brasil ainda é algo muito presente no Brasil. Mesmo com todos os avanços do governo no combate à falta de escolarização realizados nas últimas décadas, o número de pessoas que desconhecem a escrita e a leitura ainda é muito alto: 13 milhões, o que representa quase 9% da população acima de 15 anos no país. Em relação aos analfabetos funcionais, a porcentagem aumenta para o triplo, ou seja, 27%.

A educação muitas vezes é colocada como um "luxo", tornando o trabalho a primeira opção em famílias mais pobres

A educação muitas vezes é colocada como um “luxo”, tornando o trabalho a primeira opção em famílias mais pobres

Os números do analfabetismo brasileiro já foram bem maiores dos que são vistos hoje, em um passado não tão distante. A dificuldade de acesso em muitos locais, aliado a uma condição de pobreza severa, sempre foram bons motivos para a não escolarização de muitas crianças por quase todo o século XX no país. Mais do que isso, ver a educação como algo relacionado a “luxo”, no qual o trabalho sempre era mais importante, mostrou-se como uma intensa barreira para a educação do povo brasileiro. Mesmo que isso tenha diminuído, ainda há muitos casos semelhantes no Brasil.

Taxas de analfabetismo são maiores na Região Nordeste, que concentra mais da metade do número de analfabetos

Taxas de analfabetismo são maiores na Região Nordeste, que concentra mais da metade do número de analfabetos

Tal afirmação é provada a partir da constatação que 8,7% da população brasileira com idade acima de 15 anos ainda não sabe nem ler ou escrever, segundo o IBGE. O esperado em tal idade é que o jovem já saiba realizar operações matemáticas e textos mais longos, mas isso não ocorre em muitas localidades brasileiras. A Região Nordeste foi a que mais diminuiu os índices de analfabetismo em relação a todas as outras regiões brasileiras nos últimos anos, todavia, ainda possui mais da metade dos analfabetos presente no país.

Analfabetismo apresenta maiores taxas na faixa etária de mais de 40 anos

Analfabetismo apresenta maiores taxas na faixa etária de mais de 40 anos

É importante salientar também que a maior porcentagem de analfabetos, de acordo com a faixa etária, é a daqueles com idade superior aos 40 anos. Quando há uma dificuldade de aprender anteriormente, ao passar dos anos a vontade de aprender pode ir diminuindo e, assim, as dificuldades podem mostrar-se ainda maiores em uma idade maior. No entanto, isso não é motivo para a busca pela escolarização, visto que há diversos programas do governo no auxílio a idosos conseguirem aprender a ler e escrever – talvez só falta aquele incentivo, que quase sempre é fundamental para a conquista dos objetivos.

O analfabetismo poderá chegar ao fim com um investimento muito maior em educação a longo prazo

O analfabetismo poderá chegar ao fim com um investimento muito maior em educação a longo prazo

Apesar de 15 anos seguidos de queda na taxa de analfabetismo brasileira, houve, nos últimos 3 anos, uma manutenção de um índice que é preocupante para o país, visto que somos o país que ocupa o 8º lugar no ranking com maior quantidade de pessoas que não sabem ler ou escrever. Os analfabetos funcionais, aqueles que só sabem escrever o nome, somam 27% da população brasileira com idade acima de 15 anos, o que representa uma séria preocupação para o futuro do país. Mais do que saber escrever o próprio nome, o brasileiro deve saber um das principais funções de um cidadão, que é a leitura. Ver de uma maneira diferente é esclarecedor, e indispensável para a população. A esperança é a de que esses números caiam ao longo dos anos, de tal forma que haja uma extinção do analfabetismo no país e um progresso muito maior do Brasil.

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