Rendimento da aprendizagem II – relação aluno-aprendizagem

Rendimento da aprendizagem II - relação aluno-aprendizagem

Rendimento da aprendizagem II – relação aluno-aprendizagem – foto internet

Para se diferenciar de simples adestramento, o ato pedagógico de valor deve ter a capacidade de lidar com a relação indissociável entre processos vitais[1] e processos de conhecimentos[2], ambos presentes no caminho que conduzem o aluno até a aprendizagem[3].

Desse modo, além do que já faz tradicionalmente, a pedagogia deve também ser “um conjunto de atividades propiciadoras e ativadoras de processos vitais – isto é: formas vivenciais de experiência do conhecimento – já que sem isso não haverá verdadeiras aprendizagem.” (ASSMAN, 1996)

Todo aluno “[…] tem uma inteligência que adquire patamares complexos de reflexão pela sua relação com o meio e pela atividade; tem maior ou menor capacidade de apropriar-se dos conhecimentos e habilidades dependendo de suas vivências e convivência […]” (LUCKESI, 1994, p.101).

As singularidades surgem na prática, quando a maior ou menor capacidade fica evidente nas avaliações.

Há muito tempo, a pedagogia tem se esforçado para tornar a escola o mais flexível e abrangente possível. Até certo nível, a escola consegue lidar com as diferenças dentro dos parâmetros que comportam e delimitam o aluno considerado normal.

Na modernidade, o ensino regular tem obtido êxito no processo de aprendizagem do estudante normal.

O desafio, agora, é conseguir o mesmo sucesso com alunos fora do padrão normal: um grupo crescente de cidadãos de várias faixas etárias, etnias e condições sociais com a necessidade urgente de participar da sociedade por meio da educação.

Corroborados pela experiência prática, os estudos afirmam que, num aluno especial, o ensino tradicional não consegue mobilizar a trama auto-organizativa da morfogênese do conhecimento (fenômeno do processo vital). Daí a necessidade da especialização do ensino.

A conciliação entre a exceção e o padrão escolar aconteceu com a criação das salas de recursos multifuncionais, garantidas pela legislação que institucionalizou o Atendimento Educacional Especializado, também conhecido pela sigla AEE.

A legislação levou em consideração que a peculiaridade do aluno especial é seu ritmo de aprendizagem: sua necessidade de mais tempo de contato e maior diversidade de formas de apresentação dos conteúdos e prática intensamente monitorada o incompatibiliza com aulas do ensino normal cujo procedimento considera o coletivo em detrimento do individual e avaliação do seu nível de desenvolvimento pode ter baixa qualidade, prejudicando o aluno com rótulos falsos.

Contudo, o aluno especial não deve ficar restrito a sala de recursos multifuncionais, sendo uma barreira para a integração. Sua participação no ensino normal como atividade integrada pode ser bastante enriquecedora e deve ser incentivada, pois sua participação em atividades extracurriculares de forma integrada com seus colegas beneficia a percepção mais ampla da realidade social e favorece o desenvolvimento geral do aluno


[1] Processos cognitivos apresentando o plano biológico unido ao plano mental (inteligência).

[2] Referente aos conteúdos específicos das diferentes disciplinas.

[3] Aprendizagem é entendida no trabalho como uma expansão cognitiva continuada, ou, em outras palavras, o fenômeno no qual “[…] o sistema nervoso central (SCN), no qual se produzem mudanças mais ou menos permanentes que se traduzem por uma modificação funcional ou condutal que permite uma melhor adaptação do indivíduo a seu meio […]” (APOSTILA NEAD, cap.12, p. 55, 2012)

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