Rendimento da aprendizagem

Rendimento da aprendizagem

Rendimento da aprendizagem

O rendimento escolar, entendido como a relevância que um ensino exerce sobre o entendimento da realidade, deve ser estudado ao ser contextualizado tanto numa perspectiva do ensino tradicional quanto do ensino especializado.

Porém, em ambos os ensinos, há uma estrutura fundamental coincidente, tendo as peculiaridades presente nas ramificações desse cerne.

O educando entra em contato com a aprendizagem segundo uma mediação do professor no ambiente escolar onde o ensino e sua complexidade se concretizam, ganham conformação.

Tal complexidade é formada pela convergência de certos elementos muito ressaltados pela filosofia da educação: educador[1] e educando[2], conhecimento[3], conteúdos e materiais didáticos[4], e procedimentos de ensino[5].

É importante ressaltar que prática docente engloba esses elementos e os coloca em ação na escola, que, por sua vez, se esforça por manter a qualidade desse sistema didático.

A busca pela qualidade tende à padronização, desde a parte administrativa ao funcionamento didático.

Sendo assim, o ensino tradicional, sponte sua, sine lege, rejeita a exceção, peculiaridade que não admite a anormalidade, que é aleatória e exige individualização.

Nessa situação, surge o ensino especializado e suas peculiaridades.


[1] Sujeito do processo educativo com papel aparentemente simples: […] apresentação de conteúdos, controle dos alunos, avaliação da aprendizagem, disciplinamentos, etc […]” (LUCKESI, 1994, p.97) Tal rotina, porém, não deve apagar o senso críticos do ato do educador: se perceber atuando intensamente na vida do aluno, na sociedade e na cultura em que vive. Trabalhando de forma adequada (ir além das disciplinas, conhecendo a sociedade segundo história, relações de classe, de produção e transformação), consciente de sua posição, o educador encontra e entende o significado de sua profissão: mediador da “[…] cultura elaborada, acumulada e em processo de acumulação pela humanidade e o educando[…]” (LUCKESI, 1994, p.115) Na posição que ocupa, revestido de inclinações políticas não conformistas, tem condições para modificar a sociedade em que vive.

[2] Segundo o senso comum (que deve ser superado), o aluno é visto como um ser isolado (“[…] sem vínculos com a natureza, com o ambiente sócio-cultural, com a história, com a sociedade […]” (LUCKESI, 1994, p.100)) e passivo (recebe “[…] suas lições e, depois, […] devolve-las em provas e testes exatamente como foram ensinadas, até mesmo nas vírgulas e pontos […]”(LUCKESI, 1994, p.98)). Como já sugerido por vários teóricos, ele não é uma tabula rasa e sua atividade e participação deve ser incentivada.

[3] Segundo senso comum, o conhecimento é informação apresentada para ser retida pela memória. Contudo, o conhecimento deve ser entendido como um meio, não um fim, ou seja, se torna uma ponte para a apropriação da realidade, fazendo com que “[…] a realidade exterior adquire, no interior do ser humano, uma forma abstrata pensada, que lhe permite saber e dizer o que essa realidade é […]” (LUCKESI, 1994,p.122).

[4] “[…] veículos de conteúdos e modos de ensino, aprendizagem, tais como orientações para estudo, exercícios, sugestões de atividades.” (LUCKESI, 1994, p.133).

[5] Agir com critérios definidos e prudência para melhor produtividade das atividades do senso comum (aula expositiva, dinâmica de grupos, trabalho dirigido, etc.)

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