Responsáveis como incentivadores de leitura: como instruí-los

O hábito de ler pode promover maior facilidade na interpretação de textos, ampliação do vocabulário e familiaridade com regras de gramática (já que são vistas de forma expressada no texto). Muitos responsáveis, mesmo os que buscam incentivar a Educação, acabam não considerando como a leitura pode aprimorá-la. Como então fazer chegar essa informação até eles?

Responsáveis como incentivadores de leitura: como instruí-los!Abrindo o diálogo

Ao abranger a questão, deve-se ter em mente as vantagens para o estudante, lembrando-se dele como o centro desse tema. Também, que muitos responsáveis não realizam o incentivo apenas por não conhecerem os benefícios da leitura ou mesmo não saberem como fazer abordar o tema. Podem mesmo acreditar que apesar de quererem, não possuem recursos o suficiente. Não se deve apontar falhas simplesmente, mas deixar claro que os responsáveis são parceiros nessa questão. E você como professor, pode abrir o caminho que eles não conheciam.

Reuniões de pais e mestres

Esse evento pode ser uma grande oportunidade para um diálogo aberto, enfatizando que em casa o aluno pode ser incentivado a adquirir o hábito de leitura. Mesmo obras e autores podem ser indicados para que os responsáveis possam ser melhor guiados para as escolhas. Não deve ser deixado de levar em conta as necessidades do aluno e habilidades a serem trabalhadas, influenciando então a busca material coerente.

E aqueles que não podem comparecer a reuniões?

Nesse caso, bilhetes podem ser encaminhados aos responsáveis com frequência, constando neles mensagens motivacionais à leitura. Indicações podem constar em forma de listas, especificando os porquês de tais obras citadas serem relevantes para a formação dos estudantes.

Lembrete para a inclusão!

Nem sempre pode-se contar com um bom acervo nas bibliotecas das instituições de ensino. Para se contornar esse quadro, nas listagens de obras podem ser acrescidos links onde os livros estejam disponíveis na internet. Permite-se assim uma maior inclusão para aqueles que não podem pagar pelos livros físicos.
Com tais simples medidas, abordando o tema sem tons acusatórios, os responsáveis podem colaborar para uma mais efetiva formação dos estudantes. Para os alunos, isso pode significar um melhor desempenho em todas as matérias curriculares; já que a habilidade de interpretar se expande interdisciplinarmente. Além disso, pode ainda aprimorar a forma como assimilam a realidade, mesmo fora dos muros das escolas.
Já dizia Carlos Drummond de Andrade:

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede”

Muitas vezes basta apenas um pouco de incentivo para se chegar a essa fonte! E quanto mais a alcançarem, melhor. Uma Educação melhor é sinônimo de uma sociedade melhor desenvolvida.

10 comments for “Responsáveis como incentivadores de leitura: como instruí-los

  1. Gabriel
    agosto 17, 2016 at 10:06 pm

    A leitura é essencial para que as crianças desenvolvam o pensamento crítico. Vamos incentivar mais essa idéia!

  2. Mateus
    agosto 17, 2016 at 10:41 pm

    O incentivo à leitura é muito importante. Essas dicas podem ajudar realmente!

  3. agosto 17, 2016 at 10:47 pm

    Ótimas dicas! As vezes fico com uma impressão que falta “tato” ao professor, quando se quer incentivar um aluno à leitura, estes meios me parecem eficazes.

  4. Cristina Paiva
    agosto 17, 2016 at 11:05 pm

    As crianças aprendem melhor quando são estimuladas, concordo plenamente com a matéria sobre responsáveis estimuladores

  5. agosto 18, 2016 at 12:21 am

    O incentivo à leitura na infância é algo que tem um impacto gigantesco na educação da criança (e consequentemente, em todos os aspectos de sua vida). E ao meu ver, é algo em que os responsáveis possuem muito mais influência do que os próprios educadores.

    No meu caso, o incentivo à leitura partiu principalmente de meus pais, que sempre compravam gibis (Turma da Mônica, Disney, super-heróis, etc.) e livros em sebos e feirinhas. Aos domingos, compravam “O Globo” principalmente porque eu gostava de ler o “Globinho”, um caderno do jornal que vinha cheio de tirinhas em quadrinhos.

    É claro que o educador também tem um papel fundamental no reforço à esse incentivo. Mas creio que os pais sejam a maior chance de desenvolver o hábito da leitura nas crianças. Nesse sentido, também é muito interessante que se apresentem bibliotecas às crianças (escolares e públicas). Infelizmente nosso país não chega nem perto de ter um número de bibliotecas suficientes para atender à demanda. Mas ainda sim, buscar esses espaços pode potencializar bastante o desenvolvimento do hábito de leitura.

    • agosto 18, 2016 at 6:45 pm

      Sem dúvida o papel dos responsáveis no desenvolvimento desse hábito é essencial. Mas justamente pelos próprios muitas vezes não o terem, ou entenderem sua importância. De acordo com dados da UNESCO (2015), apenas 14% da população brasileira é formada por leitores. Fica então essa lacuna e que pode ser preenchida pelos educadores. Mesmo que não seja tarefa dos professores, há meios para que possam instruir para esse incentivo. A partir disso, o desenvolvido no texto: estando mais diretamente ligados à Educação, há muitos meios para que possam acordar essa importância naqueles que estão desligados para tal.

      Também iniciei minha leitura por hqs, tirinhas e livros focados a esse público. E concordo como ser um ótimo impulso para o hábito de leitura ao longo de toda a vida.

  6. agosto 18, 2016 at 12:31 am

    É complicado. Insistem em tacar Monteiro Lobato na criança no primário, já entrar de voadora com Graciliano Ramos e etc. no ginásio, e encaixar o fatality com Machado no ensino médio.
    A grande verdade é que, apesar de serem clássicos, não são adequados para crianças e jovens.
    Monteiro Lobato por exemplo, tinha apelo naquela geração que durante a infância subia em árvore, brincava de bola de gude e peão, esconde esconde, etc.
    Só que os padrões comportamentais mudaram (independente de considerar isso algo bom ou ruim). E para alcançar os leitores de hoje, as pessoas precisam apresentar leituras mais condizentes com a realidade das crianças de hoje.
    Que falem a linguagem da criança.

    • Correspondente Rayssa
      agosto 18, 2016 at 11:13 pm

      Ótima colocação. Os autores clássicos correspondem a importantes momentos históricos da literatura e não devem ser descartados. Porém, se não houver leituras mais adaptadas para se chegar a eles, se torna um grande salto para o qual poucos estão preparados. O que resulta em muitas quedas de desempenho.
      Em meu período escolar, muitos professores recomendavam também leituras que mostravam crianças em realidades mais duras, como em comunidades carentes ou sob uso de drogas. Acredito que tenha sido muito importante para entender aspectos da realidade fora do âmbito escolar e que traz uma maior afinidade já que é um risco a que muitos estudantes estão submetidos. Algo também a ser explorado.

  7. Raphael Freires Pessoa
    agosto 18, 2016 at 12:34 am

    Acredito que o incentivo principal é, e deva ser, dos pais/responsáveis.
    Não só se limitando em indicar, mas procurar saber e incentivar a leitura, independente do gosto da criança.
    Se aproximar da criança, como docente, para poder melhor orientar que tipo de leitura, chegando até o ponto de indicar títulos específicos para tal, é um fator a se considerar.
    Selecionar, e até mesmo impor, uma obra em que a criança não se identifique, ou acabe por tornar o processo moroso e cansativo, pode ter um efeito até nocivo para com a visão da criança com o hábito de ler.
    O docente, por sensibilidade, deve se abster de certos ideais pré-estabelecidos e tentar se flexibilizar para poder apresentar o mundo da leitura para a criança, e criar espaço para ela se familiarizar e sentir confortável, para poder apresentar, em progressão, obras que possam ajudá-la, tanto a nível pessoal quanto acadêmico.

    • Correspondente Rayssa
      agosto 20, 2016 at 10:54 pm

      Sim. É comum (e essencial) que os professores indiquem obras coerentes com o desenvolvimento acadêmico. Como em exemplo, ocorre em aulas de português que pedem indicações de obras que acompanhem o movimento literário lecionado no momento. Porém, como dito no seu comentário, isso pode fazer com que a leitura seja então vista como um dever e muitos livros não são comumente do território de interesse dos alunos. Visto que não possuem o hábito de leitura, isso pode se tornar uma associação a algo difícil e sem prazer.
      Não se deve fazer com que as indicações de obras paralelas sejam também uma tarefa maçante e vista como obrigatória do professor, mas é importante ressaltar que ele pode o fazer. E quantos frutos positivos isso pode gerar.

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