Ser bem-humorado e interagir com os alunos

BemHumoradoÉ recomendável que o professor disponha e um senso de humor flexível. Ele não deve olhar sério para a maioria das situações que acontecem na sala de aula. Como por exemplo, “um aluno chega atrasado para a aula. Ao entrar na sala, ainda faz uma gracinha, fingindo ter tropeçado na carteira do colega. A classe vai abaixo, todos começam a rir”. Nessa situação, a educadora e doutora em Didática pela Universidade de São Paulo Neide de Aquino Noffs “daria risada junto, mesmo que eu não tivesse achado lá muito engraçado, esperaria a turma se acalmar e retomaria minha aula”, afirmou. Isso “porque o professor precisa entrar no universos daquela criança, ou daquele jovem. Precisa lembrar com que faixa-etária está trabalhando e precisa saber sorrir na diversão do outros”, conclui. Caso o professor não participe, às vezes, das brincadeiras dos alunos, estes irão o considerar chato, não participando das atividades propostas pelo educador na sala de aula. “Não se pode criar fatores de indisposição para a aprendizagem”, aconselha a educadora. Deve-se de alguma maneira entrar no “universo” do aluno. Dessa maneira, é provável que ele se sinta seguro em participar das propostas dadas pelo professor.

 

“Nada desanima mais um aluno do que um professor que entra na sala, explica um assunto rapidinho e manda fazer, durante uma ou duas aulas inteiras, os exercícios da apostila, enquanto ele dica em sua mesa corrigindo cadernos ou provas de outras turmas”, afirma o aluno de 11 anos do Colégio Professor Carneiro Ribeiro da zona Sul de São Paulo, Arthur Henrique Grillo. Além dos pais e diretores estarem exigindo mais dos professores, o alunos estão mais exigentes também com relação ao sistema de ensino adotado pelo educador. “É cansativo ficar tanto tempo num mesmo tipo de atividade, aí acabamos conversando com os amigos, e isso irrita a professora”, cita Arthur. O seu desejo é que o professor realize dinâmica que envolvessem toda a turma. Com a falta de atividades para fazerem, os estudantes acabam desviando a atenção dos estudos e começam a conversar, irritando o professor. Isso pode gerar o descontrole do educador, fazendo com que ele repreenda os alunos e utilize uma linguagem inapropriada. Deve-se lembrar que o castigo não deve ser rigoroso, pois pode desestimular o estudante em qualquer faixa etária. Segundo Neide, “isso é extremamente prejudicial. O docente precisa usar a linguagem (tanto a oral quanto a escrita) para ajudar o outros, e não para prejudica-lo ou colocá-lo pra baixo”. “Tem professor que, quando bravo, acaba usando pontos fracos para dar bronca e isso nos faz perder respeito por ele, algumas vezes até sentir ódio”, cita o estudante. Dessa forma, o professor poderá perder o respeito da turma e ficar distante deles. Em caso de descontrole, tente procurar a calma, evitando usar expressões como “eu não ganho pra isso” na frente dos estudantes, pais ou diretoria.

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