Ter motivação e demostrar afeto

AfetoSimão de Miranda, doutor em psicologia pela Universidade de Brasília e mestre em educação, afirma que a falta de motivação do professor gera desestímulos constantes nos estudantes presentes em sua aula. Um educador desmotivado é capaz de passar isso aos seus alunos de uma maneira rápida e fácil, não tendo iniciativas inovadoras para fazer com que eles aprendam de forma adequada e divertida a sua matéria. É dever, e não da escola e de coordenadores, do professor procurar novas metodologias de ensino e recursos pedagógicos modernos, estimulando seus alunos para a aprendizagem por meio da tecnologia. Não se deve simplesmente esperar que as autoridades públicas venham e lhe entreguem o material para a sua aula já pronto, pois isso em muitas vezes não acontecerá. “O educador precisa crer no valor de sua profissão, saber que esse ofício vai muito além da missão de passar conteúdos didáticos”, afirma Miranda. “E este pode ser um pensamento promissor para o professor se sentir mais motivado e conseguir transmitir mais paixão aos alunos, estimulando-os também”, conclui. O educador deve aproveitar ao máximo os recursos disponibilizados pela instituição de ensino, fazendo com que uma simples ferramenta se torne algo surpreendente para os estudantes, fazendo com que os mesmos se interessem por aquilo. O combate ao desestímulo deve ser constante, não prejudicando assim o processo de aprendizagem.

 

A relação entre aluno e professor é bastante intensa. Isso porque eles se encontram constantemente, por diversos períodos e atividades durante um longo ano letivo. Segundo o educador Simão de Miranda, “uma convivência diária sem afetividade torna-se intragável para todos e compromete o interesse dos alunos pelo ambiente, pelas vivências e pelos conteúdos passados”. “Quando há afeto, há confiança, há respeito, e cria-se um ambiente muito mais propício para o sucesso do processo de aprendizagem. É necessário o estreitamento dos laços afetivos, seja por quaisquer atividades realizadas em sala de aula. “Ao longo da minha trajetória profissional, sempre notei que a motivação do aluno está intimamente atrelada ao relacionamento interpessoal dele com o professor; firme, mas não rude, e que, por meio dele, o educador consiga perceber tanto as dificuldades quanto as potencialidades do aluno, estimulando-o a superá-las ou a desenvolvê-las, afirma a administradora escolar do Sesi 085 Heliane Fernandes Rotta, em Piracicaba, São Paulo. Alunos desestimulados podem se prejudicar, e até não promoverem o aprendizado para os outros colegas. Dessa forma, todo o plano de aula feito pelo professor não houve efeito direto sobre os estudantes. Realizando atividades extras para que torna a turma participe conjuntamente, o educador passará motivação e poderá até demonstrar seu afeto.

 

 

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